Louvado Seja

Direto dos arquivos da Toca ES, um poema escrito por Alexandre Marreco.

Louvado Seja

Doce dama de Belfalas
Filha do Cisne e do Lamento
Criada como o mar,
Apesar dos cumes e abatimentos.

Pelas rédeas do Cavaleiro Destemido,
Foi bem-aventurada e venturosa
Descobrir o que nunca imaginara
Mesmo com dias além da conta.

Irmão da donzela Pelejeira,
Cuja mão não sucumbira
Sempre esteve em sua defesa
À toda hora e todo dia.

Esta ascendeu contra o Medo
E dele tirou a vida.
Com a ajuda de um pequenino
Armado com a lâmina antiga.

Ele desconhecia sua procedência,
Mas a bravura lhe foi bastante.
Para confiar na dádiva oferecida
Pela Senhora Exuberante.

Por ela se apaixonou outro
Também diminuto, mas brutamonte,
Para ela lhe abrandar
Bastou a mecha de sua fronte.

Ele muito aprendeu
Com o amigo inesperado.
Entre uma sociedade de companheiros
Teve o preconceito despedaçado.

Este era os olhos,
Enquanto os outros eram cegos.
Ainda era jovem,
Mas o segundo mais velho.

O primeiro não tem idade,
Pois antes do mundo não há contagem.
Este era a esperança da Companhia,
Enviada pelo Senhor das Ventanias.

Irmão da Água, da Terra e das Árvores,
Ele se uniu à Estrela para ver além-mares.
Todos irmãos de um filho sujo,
Filhos do Um, Senhor do Mundo.

Pai do Criador não há,
Mas o criador do Pai sempre esteve ali.
Em meio a tantos personagens,
Louvado seja J.R.R. Tolkien.

Comments

  1. Dani Greenleaf says:

    Marrequito é muito poeta!
    Queremos novos poemas 😀

    • Alexandre Marreco says:

      Valeu, Dani. Eu mesmo não lembrava disso, mas foi ótimo parar um pouco para criar esse poema e apresentar no Tarde nos Salões de Valfenda. Beijo

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