Balada de Beleg e Túrin

Continuando o resgate das obras criadas pelos membros da Toca ES publicamos agora "Balada de Beleg e Túrin" da autoria de J.Nildo.

Eu te olhava nos olhos profundos, resolutos, ousados,
E, mesmo sabendo seres forte, eu te queria proteger.
Eras tão valente e tão jovem, tão indefeso e infantil...

Ah, Túrin, filho de Húrin, que triste destino o teu.
O de bravamente lutar, e de sempre vagar.
Por todos ser amado, e a todos destruir.
Maldito seja Melkor, teu algoz, e bendito seja teu descanso.
Quando deixares tal dor atrás, quando de paz puderes desfrutar.

Tu sabes bem; de modo paternal te acolhi,
E como o maior dos amigos te amei.
Minha melhor espada te dei,
Mas com esta espada em tuas mãos,
Numa noite escura a vida me deixou,
Meu corpo caiu inerte, e as trevas nos cobriram.

Vejo uma tumba, um túmulo, uma pedra fria.
Flores no chão, despedaçadas eu via.
Daqui, das Mansões de Mandos, meu coração te seguia.
E vi tua angústia, teu vazio, teu desespero,
Mas já não os podia, contigo, sentir.

Lamento por ti, Túrin, filho de Húrin, lamento por ti.
Amei-te como pai, como amigo e guardião...
E como teu guardião pereci.
Mas acharás descanso, eu sei.
E, conforme os planos de Eru,
Em algum reino eterno serás Rei

Não me arrependo nem uma única vez,
E nem por um mísero segundo de tudo que passei por ti,
Nem dos caminhos que contigo trilhei.
Descanse em paz, meu amigo Túrin,
Descanse em paz, Guerreiro e Rei.

Sinceramente,
Beleg Cuthalion

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